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Ponto de equilíbrio do caminhão: quantos km rodar por mês

Informe os custos fixos do mês, o custo variável por km e o frete médio por km. A calculadora mostra quantos quilômetros o caminhão precisa rodar para fechar o mês no zero.

Equipe Gestão de Frotas BrasilAtualizado em 15 de outubro de 20265 min de leitura

R$
Parcela, seguro, IPVA, salário do motorista, rastreador.
R$
Diesel, pneu, manutenção, Arla.
R$
Receita ÷ km rodados, volta vazia inclusa.
km
A média dos últimos meses.

Custo fixo é o que o caminhão gasta rodando ou parado. Custo variável cresce com o km. O guia de custo por km mostra como separar os dois. Os valores acima são um exemplo.

Ponto de equilíbrio
—

Sobra por km rodado
—
Parte da rodagem
—
Resultado no mês
—
Folga em km
—
Acompanhar o caminhão no FroX

Resposta rápidaO ponto de equilíbrio do caminhão é o custo fixo do mês dividido pelo que sobra de cada km rodado, depois de pagar o custo variável. No exemplo, com R$ 14.500,00 de fixos e R$ 2,57 de sobra por km, o caminhão precisa rodar cerca de 5.642 km por mês só para não perder dinheiro. Cada km além disso é resultado.

O que é o ponto de equilíbrio do caminhão

É a quantidade de quilômetros que o caminhão precisa rodar no mês para a receita igualar o custo. Abaixo dela, o mês fecha no prejuízo; acima, sobra dinheiro. A conta existe porque parte do custo não depende de rodar: a parcela, o seguro, o IPVA e o salário do motorista chegam todo mês, com o caminhão na estrada ou parado.

A pergunta que a conta responde é simples: quanto esse caminhão precisa rodar para se pagar? Se a resposta passa do que ele consegue rodar, o problema não é falta de serviço: é frete baixo ou custo alto, e trabalhar mais só aumenta a perda.

A fórmula: custo fixo ÷ (frete por km − custo variável por km)

O que sobra de cada km depois de pagar diesel, pneu e manutenção é a margem de contribuição por km (a parte do frete que ajuda a pagar os custos fixos). O equilíbrio é onde essas sobras somadas pagam o fixo do mês.

Exemplo ilustrativo

Custos fixos de R$ 14.500,00 por mês, custo variável de R$ 3,63 por km e frete médio de R$ 6,20 por km rodado. O caminhão roda 9.000 km por mês.

Sobra por km (6,20 − 3,63)R$ 2,57
Equilíbrio (14.500 ÷ 2,57)5.642 km
Parte dos 9.000 km que só paga a conta62,7%
Resultado do mês (2,57 × 9.000 − 14.500)R$ 8.630,00

Dos 9.000 km, os primeiros 5.642 pagam o custo fixo. Os 3.358 km seguintes entregam os R$ 8.630,00 de resultado. Use o frete médio por km rodado, não o carregado: se o caminhão volta vazio, a receita do mês dividida por todos os km já traz a volta na conta.

O que acontece quando o frete cai alguns centavos

A sobra por km é pequena perto do frete, e é ela que sustenta a conta. Uma queda de centavos no frete faz o equilíbrio subir muito:

Frete médio por kmSobra por kmEquilíbrioResultado com 9.000 km
R$ 6,20R$ 2,575.642 kmR$ 8.630,00
R$ 5,40R$ 1,778.192 kmR$ 1.430,00
R$ 5,00R$ 1,3710.584 km− R$ 2.170,00

Com R$ 0,80 a menos por km, o equilíbrio vai de 5.642 para 8.192 km, e o resultado cai de R$ 8.630,00 para R$ 1.430,00. Com R$ 1,20 a menos, o caminhão precisaria rodar 10.584 km para se pagar, mais do que consegue: é prejuízo mesmo rodando o mês inteiro. É o que a média escondia, e é o argumento para calcular o frete mínimo antes de aceitar a carga.

O que entra no custo fixo e no variável

A divisão que importa é entre o que existe sem rodar e o que cresce com o km:

  • Fixo: parcela do financiamento, seguro (veja o seguro de carga), IPVA e licenciamento rateados por mês, salário e encargos do motorista, rastreador, contador e a depreciação, se você a contar.
  • Variável: diesel (preço por litro ÷ média em km/L; veja a média de consumo), Arla 32, pneus, manutenção por km e a comissão, se ela é uma porcentagem do frete.

Se o motorista ganha comissão e não salário, a comissão é variável e o fixo cai. Se o caminhão é próprio e quitado, a parcela some, mas a depreciação e o capital parado continuam existindo. O MEI e o autônomo sem CNPJ têm tributos e contribuições que também entram no fixo: veja o guia do MEI Caminhoneiro.

Como usar o resultado para decidir

  1. Compare o equilíbrio com a rodagem real. Se o equilíbrio passa de 80% do que o caminhão roda, qualquer atraso, estadia ou manutenção fora do previsto vira prejuízo.
  2. Calcule o frete que deixa folga. Ponha o frete por km na calculadora de frete mínimo com a margem que você quer.
  3. Corte o que é fixo antes do que é variável quando o equilíbrio estiver alto: renegociar parcela, seguro e rastreador mexe no mês inteiro.
  4. Refaça a conta todo mês. O diesel e o frete mudam, e o equilíbrio muda junto. A calculadora de reajuste pelo diesel mostra quanto o frete precisa subir quando o combustível sobe.

Faça essa conta com os números da sua frota

Esta calculadora faz a conta de uma situação. O FroX guarda cada viagem e cada despesa para a conta sair sozinha, caminhão por caminhão.

Perguntas frequentes

O que é ponto de equilíbrio de um caminhão?
É a quantidade de km que o caminhão precisa rodar no mês para a receita cobrir todo o custo, fixo e variável. Abaixo dela, o mês dá prejuízo; acima, dá resultado. Calcula-se dividindo o custo fixo do mês pelo que sobra de cada km depois do custo variável.
Como calcular o ponto de equilíbrio do caminhão?
Subtraia o custo variável por km do frete médio por km rodado para achar a sobra por km. Depois divida os custos fixos do mês por essa sobra. Com R$ 14.500,00 de fixos e R$ 2,57 de sobra por km, o equilíbrio é 14.500 ÷ 2,57 = 5.642 km por mês.
Quais custos entram no custo fixo do caminhão?
Os que chegam todo mês com o caminhão rodando ou parado: parcela, seguro, IPVA e licenciamento rateados, salário e encargos do motorista, rastreador e a depreciação, se você a conta. Diesel, Arla, pneu e manutenção por km são variáveis.
Quantos km por mês um caminhão precisa rodar?
Depende dos seus custos e do frete. Não existe número igual para todos: um caminhão financiado, com motorista assalariado, tem equilíbrio muito mais alto que um quitado. Calcule o seu e compare com a rodagem real dos últimos meses.
O que fazer se o ponto de equilíbrio for maior do que o caminhão consegue rodar?
Há três caminhos: subir o frete por km, baixar o custo variável (consumo, pneu, manutenção) ou cortar custo fixo. Rodar mais não resolve, porque cada km a mais custa mais do que o frete paga.